Menu de Navegação
E no princípio era o nome.
Muitos antes do verbo - que age, faz e acontece - nasceu o nome das coisas.
Você já parou pra pensar que tudo – qualquer coisa, pessoa, projeto no mundo – só passa a existir (ou pelo menos passa a ser notada) depois que a gente nomeia, determina e, com isso de alguma maneira, “define” o que se deseja? É assim com sentimento, destino, objetivo, e, no geral, com qualquer ideia a ser realizada. É só quando você “coloca no papel” (Projeto Verão, Viagem Europa, Caixinha das Férias) que o plano ganha possibilidades de acontecer.
Nome é prova de existência. Bicho, gente e coisa ganham definição a partir da sua nomeação. No caso dos bichinhos, muitas vezes, é a partir do que a gente vê neles que definimos como vamos chamá-los, como o cachorro com uma mancha no olho que se torna o “Pirata”. E você já se pegou surpreendido por notar, só depois de um tempo, que duas pessoas, muito diferentes, têm o mesmo nome? Como a Demi Moore e a Demi Lovato ou as Camilas, as Julianas, os Lucas e os Pedros que você deve conhecer, mas que, por terem personalidades tão distintas, fazem a memória ignorar esses homônimos.
Talvez isso aconteça porque, muito além dessa palavrinha que resume tanta coisa, estão os significados que associamos a ela. É uma construção diária de relações a um nome, afinal a gente (ou a maioria da gente) muda o tempo todo. E ainda, quando falamos no nome das coisas é uma codificação da linguagem (em terra brasilis no pt-br) que vem de mileanos atrás, mas que passou por convenções sociais (ou seja, aceitamos chamar a cadeira de cadeira porque ela começou a ser associada a determinados fonemas que criaram essa palavra) para ser validada.

Da psicanálise à lista de compras, é a nossa linguagem e como nomeamos o mundo que traduzem os nossos planos, traumas, percepções e intenções. Ainda que toda linguagem seja um código limitado, ela também é um mar de possibilidades. E é nesse mar em que navego: um processo de naming é mais do que encontrar um nome porque é uma jornada de entendimento do que a marca é: o que ela sente, a que se destina, como pode ser apresentada.
Foi nomeando a marca de uma amiga que percebi a complexidade e a poesia desse processo. Ela tinha um plano de negócio, metas bem traçadas e uma ideia muito clara de como realizaria o trabalho, mas não conseguia imaginar como seria o nome da sua empresa. Me procurou com esse desafio e, apesar de já trazer muitas respostas, a nossa busca continuou. É preciso traduzir estratégia em essência para criar um nome interessante. Ou seja, algo original nasce dessa mistura de referências e inferências, de razão e sentimento, de objetivos e subjetivos. Nada na comunicação é exato (e muito menos óbvio), mas é essa complexidade que deixa tudo mais interessante.
E durante essa jornada ela entendeu a criação do naming como uma realização da marca, um conhecimento aprofundado do seu porquê no mundo e, assim, o nascimento dos seus signos e símbolos tornou tudo tão real. Assim, realizei o poder que o nome tem de fazer projetos acontecerem. O nome simboliza uma maneira de comunicar que dá forma, oportunidade e o título para toda boa história.